...Solidão Estou só Sem sol Solstício de dor Minh´alma está nua Como a lua Falta algo... Os (de) lírios florescem Meus pensamentos são como ondas Vai...
Ontem à noite, sabe, meio que assim de repente, de uma hora pra outra, sem eu nem tentar nada, me veio uma doce saudade de você. Pensei então em te ligar, mas não tenho seu número. Então comecei a escrever uma carta que ainda nem sei se vou enviar. Tão linda, e então, assim, de repente novamente me vem um amor por eu saber que você continua aí, mesmo longe de mim, mesmo longe dos meus olhares, das minhas admirações, das minhas alucinações e que eu te amo. Te amo até os ossos. Te amo com a essência da coisa viva. Te amo com todas as forças da minha alma. Com tudo que me faz lembrar de você. E entao eu choro, meio que assim de repente, sabe. Quero te tocar, sentir tua têmpora latejante na pontas dos meus dedos, quero subir numa árvore com você em um belo dia de chuva e chorar, meio que assim, sabe, de repente.
te vejo nas sombras dos galhos com pássaros e frutas maduras a me oferecer, sempre mordo tua polpa e minha boca se enche do teu sumo te assumo então, tão meu quanto o sinal na curva do meu pé sobre o mata-pasto que cresce perto do açude assim como meus cabelos que ninguém corta, que ninguém solta basta tirar a mão da menina dos meus olhos pra, em paz, eu imaginar ouvir teu nome na queda livre de cada folha seca que se cai dura e repetitiva e persistem cactos como as frutas e a sombra (tua sombra) onde vejo teus galhos ao sol